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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Secretaria de Justiça

Em um ano de existência, Ame, mas não sofra! fez mais de 1.400 acolhimentos

  Da Redação, com informações da Secretaria de Justiça
Em um ano de existência, Ame, mas não sofra! fez mais de 1.400 acolhimentos
Em comemoração ao aniversário do projeto, mãe de Renato Russo se emociona e conta como lidou com a dependência do filho

O projeto Ame, mas não sofra!, da Secretaria de Justiça, completou, nesta quarta-feira (5), um ano de atividades. Nesse período, foram realizados 1.464 acolhimentos a familiares de dependentes químicos, sendo 864 nas Unidades de Apoio às Famílias e o restante em cursos de multiplicadores de apoio a essas pessoas.

Já foram realizadas cinco edições da capacitação, nas quais foram formados 602 multiplicadores da sociedade civil. "É um projeto que temos todos os motivos para nos orgulhar", afirmou a secretária-adjunta de Justiça, Flávia Macedo.

Das 864 pessoas acolhidas nas Unidades de Apoio às Famílias, 80% são mulheres e 21% são homens. O espaço foi criado especialmente para receber o familiar e oferecer o atendimento de acordo com seu problema. A pessoa é ouvida por um psicólogo da Secretaria de Justiça, que direciona a ajuda específica para o caso.

Considerando o parentesco, 47% são mães de usuários de drogas e 10% esposas deles. No item idade, a maioria dos familiares que buscou ajuda do Ame, mas não sofra! neste um ano de atividade tem entre 31 e 50 anos.

Em relação às substâncias utilizadas pelo dependente, a maconha representa 52% dos casos relatados, o crack, 13%, o álcool, 17% ,e a cocaína, 16%. As famílias, por região, que mais buscaram as Unidades de Apoio foram Ceilândia (15%), cidades do entorno do Distrito Federal (9%), Guará, Paranoá, Samambaia e Vicente Pires (representando 8% cada uma).

Entre os participantes dos cursos, nota-se que 24% são familiares e 65% profissionais que atuam no combate ao uso de drogas. O objetivo do Ame, mas Não Sofra! é dar informações e acolhimento para quem precisa e busca ajuda para lidar com os dependentes químicos.

"O projeto começou timidamente, era uma aposta, mas hoje os números mostram que estávamos certos em voltar a atenção para o familiar, para o codependente", destacou a subsecretária de Políticas Sobre Drogas (Subad), Amanda Wanderley.

Homenagens – Os dados foram divulgados a durante solenidade de comemoração do aniversário do projeto. Na ocasião, a mãe do cantor e compositor Renato Russo, Carminha Manfredini, foi convidada para receber uma homenagem, já que a maioria dos casos de atendimento do projeto (79%) é de mulheres, principalmente mães, que procuram ajuda para lidar com a dependência de familiares e são assim conhecidas como codependentes.

Visivelmente emocionada, Carminha fez questão de dar seu depoimento como mãe de usuário de drogas. Ela contou que aos 14 anos o filho tinha dito que já havia lido muito sobre drogas e que nunca experimentaria, mas dois anos mais tarde acabou se tornando dependente químico. "Era uma época difícil, não tínhamos com quem falar. Pensei em procurar a escola, mas fiquei com medo de prejudicá-lo, já que era bom aluno. Não falava sobre a dependência do meu filho nem com meus amigos", lembrou Carminha.

"Só depois de muitos anos, quando o Renato, por vontade própria, se internou em uma clínica no Rio de Janeiro e eu fui a uma palestra e escutei 'você não tem culpa de nada' foi que comecei a entender a doença e isso me ajudou muito. A importância do apoio de iniciativas como o projeto Ame, mas não Sofra!, que abraça e dá esclarecimento aos familiares é fundamental no processo de ajuda a um dependente", finalizou Carminha.

Durante o evento, também foram homenageados apoiadores do projeto, como Neusa de Paula, que fez quatro edições do curso e hoje é voluntária no Guará; o psiquiatra Evandro Faganello, representando todos os palestrantes; e o doutor Leonardo Moreira, representando os idealizadores e incentivadores do projeto.

A idealizadora do projeto, a servidora Gianni Puglisi, comemorou. "Só temos motivos para celebrar, por que conseguimos ajudar 1.464 famílias. Aos poucos, e com muito trabalho, vamos aumentando essa rede de atenção ao dependente químico e a seus familiares", finalizou.

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